A denúncia gravíssima nos foi encaminhada pela ex-secretária de Ação Social, Maria da Luz Cézar, através do aplicativo Whatsapp.
Foi feito um pedido de material de construção, no valor de R$ 70 mil, à empresa JSA Comércio e Serviços, localizada em Araçagi, destinado à reparos e manutenção nos 3 CRAS de Bayeux, que funcionam em imóveis alugados nos bairros da Imaculada, Sesi e Jardim Aeroporto.
De acordo com a ex-secretária, antes de o material ser entregue, o senhor Fofinho (esposo da prefeita) e Emerson Oliveira (homem forte das Finanças) vieram pressioná-la para que assinasse a autorização para pagamento. Ela resistiu bastante, mas conforme relata, os dois (Fofinho e Emerson) só faltaram bater nela. Noutra parte do relato, ela afirma que ‘‘foi um aperreio da bexiga pra eu assinar. Eles só faltaram me matar’’.
Diante do assédio violento, a então secretária assinou a autorização e a prefeita Luciene Gomes ordenou o pagamento. Tudo isso ocorreu semanas antes da eleição de novembro.
Após o pagamento, a ex-secretária conta que ficou cobrando e aguardando a entrega do material comprado, mas até final de dezembro não havia recebido nada. Ainda, segundo ela, em janeiro, quando assumiu a nova secretária Regina, esposa do vice-prefeito Clecictoni, viram essa compra e como não havia sido feito nenhum serviço nos CRAS, ficaram cobrando também, inclusive a Emerson.
Dentre os itens listados na Nota Fiscal, constam quantidades absurdas de cimento e de areia grossa. São 624 sacos de cimento de 50kg, o que dá mais de 31 toneladas. Ou seja, uma carreta de 3 eixos. Já a areia grossa, foram comprados 151 metros cúbicos, o que daria 12 caçambas e meia.
Todo esse material destinado a ‘reparos e manutenção’ de 3 casas alugadas, onde funcionam os CRAS. De acordo com especialistas em construção civil, isso seria suficiente para construção de um prédio de 3 andares.
Essa denúncia foi encaminhada ao GOE, sob o comando do Delegado Allan Terruel, que ouviu o vice-prefeito e a ex-secretária. Aguarda, agora, uma informação oficial do TCE, sobre a origem desses R$ 70 mil. Se forem verbas federais, o inquérito será repassado à Polícia Federal.
Ou seja: FOFINHO (esposo e prefeito de fato), LUCIENE GOMES (prefeita de direito e fantoche) e EMERSON FERNANDO (secretário e operador todo-poderoso), dirigentes da Gestão Municipal, se articularam, se organizaram de forma criminosa para forçar o pagamento de R$ 70 mil, sem que os produtos tivessem sido entregues. Diante da resistência da então secretária, que era consciente da irregularidade, chegaram às ameaças (''só faltaram me matar’’), obtendo a assinatura necessária para a concretização do crime de desvio de recurso público.
O fato é inegável. O crime é evidente. As provas são robustas.
Resta esperar e exigir, que a Justiça aja de pronto, sem delongas, punindo esses delinquentes.
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